quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Psicologa procura-se ;)

Quando acordo de manhã penso que sou o Napoleão
mas a lingerie que visto justa diz-me que não.
Deixo o quarto em pezinhos de bailarina
e vou lavar os dentes no lava-loiças da cozinha.
Visto a camisa pelos pés, troco os "v" pelos "b"'s,
tenho buracos nas calças, só dois ou três.
Olho-me no espelho e desconheço estas feições
ainda tenho no olho a pala como tinha o Camões,
já estou habituado a este tipo de confusões.
Cavalgo numa cadeira coxa pela porta fora
vou contra moinhos de vento a toda a hora
e quando passo as pessoas fogem para outra rua
porque além da pala no olho, vou em pele nua.
Ai que vida a minha, anda tudo tão trocado
já não sei quem sou, preciso de ser curado!!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Wall-e



Obra prima!

Para ti....

Vieste princesinha D'ouro
Com esse teu doce olhar
Tão azul como o céu
Desse Azul tão teu...
Trazias no peito um tesouro
Onde nele queria encontrar
Esse amor, que queria meu.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Coração que sapateia

sapateia meu coração descompassado
sinto o seu bater no meu peito
uns dias vai alegremente agitado
noutros cambaleia triste, sem jeito

sapateia, sem saber o que sente
se ora está triste ou contente
se vive preso ou voa livremente
porque também ele é gente

gente que sente assim tão sério
como meu coração, neste mundo
há pouca, mas seu maior mistério
é o que sente assim tão profundo

tão profundamente sente dor
como quem não saiba amar
mas mesmo não sentindo amor
ele contínua, sozinho, a sapatear.

tempo perdido

sem saber como dizer o que sinto
sinto tudo aquilo que não digo,
guardo segredos de mim para mim
que ate as minhas confissões minto
por não querer receber o castigo
nem a dor que me aguarda no fim

é tão difícil para mim dar
um pouco a quem pouco me quer
ou muito a quem já tudo tem.
não me basta só alguém amar,
porque tudo o que eu fizer
afinal não me faz nenhum bem

talvez um dia me vá esquecer
destes tempos tão amargos,
vivendo dia-a-dia a desilusão
e procurando não me perder
entre tantos sonhos acordados,
sonhando sempre com solidão

um dia mais tarde vou rir
deste meu perdido desnorte
ter pés na terra, cabeça no ar.
mas nesta hora só quero fugir
partir, desafiar a minha sorte
para bem longe deste lugar.

penosamente passa o tempo
sem pressa nem demora,
arrastando-se tão devagar,
prolongando meu lamento
em que minha alma chora
o tempo perdido por amar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Diálogo

- Olá! Como vais andando lindo?
- Uns dias chorando, outros rindo.
- Porque choras tu meu amigo?
- Por não te ter sempre comigo.
- Mas estou sempre a teu lado!!
- Mas nunca do jeito desejado.
- E que jeito é esse então?
- Sorrires quando te dou a mão.
- Na minha mão seguro a tua flor!
- Dei-ta apenas por amor.
- Não sabia que me amavas assim...
- Amo e sofro tormentas sem fim.
- Desculpa, mas só te tenho amizade.
- Meu Deus, como magoa a verdade!!!
- Não fiques assim tão tristonho...
- Já não sei ser alegre e risonho.
- Devolvo-te a flor. Por favor, aceita!
- Devolve também a minha vida desfeita.
- Sei que ficas triste afinal...
- Ficarei uns dias bem, outros menos mal.
- Então não te posso mais ver?
- Mais aumentas o meu sofrer.
- Adeus, vou indo! Como vais ficando?
- Uns dias rindo, outros chorando...

(E porque não haveria de ser assim?)

I don't...

(Algumas coisas escritas entre o 8º e o 10º)

I don’t believe that the snow’s white
I don’t believe that the sky’s blue
But I know what’s wrong or right
And I know that I love you


I don’t think the sun’s yellow
I don’t think the air’s free
But I sure know that you’ll follow
You’ll follow in love with me

So please don’t ear me crying
Or don’t think I’m that happy
‘Cause I’m only praying
For you to love me
But you can’t stop listening
‘Cause I’m crying to loud
And I’m in pain, suffering

‘Cause I can’t have your love

When (kind of a song)

When the sun, comes to me
And I can feel its heat
I ask you: “can you see
How my heart beats?”
When the stars, shine over me
And the night comes so true
I wonder: “could it be?
Am I in love with you?”

So I keep breathing, I do it alright…
When I’m dreaming, you come so bright
And you say “Darling, it’s ok
Don’t be
scared, I’ll always be near
Gonna start a new day, made of joy and no fear (tear)”

When the rain, arrives so cold
And the drops fall in my head
Our silent becomes gold
As you sleep in our bed.
When the wind, blows so strong
And takes pain into a glove
I realized, that you’re wrong
And we must live our love.

Love Inside

There’s a strange feeling growing on me
That burns just like a flame
I don’t know what it may be
I even don’t know its sure name.

I think it’s called “Love”
And I believe it really true
But if is truly love
Then am I in love with whom?

Don’t know what’s wrong with me
Don’t know what else to do
Staring at you I realized suddenly
That, in my heart, I love you!!

O meu Fado

Fado, triste Fado é o meu
Que de tão doloroso pranto
Eleva a minha voz ao céu
Não sabendo se o choro ou canto.

De tamanha solidão
Ai, de tão triste vida
Canto-o com o coração
O triste Fado da despedida

Mas a voz não cala
Tanta dor e lamento
Que até a alma abala,
Canto assim o meu desalento

Fui assim amaldiçoado
Desta sina que Deus me deu
Canto o Fado chorado
Canto este Fado, que é meu!

(Porque o Fado somos nós.)

segunda-feira, 24 de março de 2008

A palavra

Na verdade não sei como dizer como me sinto.

Palavras que dizem demasiado, mas não o suficiente,

Conheço-as a todas e não conheço nenhuma.

Mas sem dizer a verdade, sei que minto

Porque palavras que o meu coração sente

Sinto que, de verdade, meu coração conhece uma.


(talvez um dia acabe....)

Tão...

Tão turvados são meus pensamentos

Que de tão desgosto estão assombrados

Por tão tristes sentimentos

Por tão tristes lamentos

E que de tão dor acostumados

Se vão ficando, tão turvados.

sábado, 1 de março de 2008

Até já...

Sentado na mesa com vista sobre o rio, onde tanto falamos, sentindo o aroma do café a invadir-me de calor recordo-me que foste tu que me viciaste neste mundo.
Nunca nos foi fácil a separação, porque gostamos de sorrir e não de chorar. E nesta madrugada quando te beijei senti a tua face molhada e sei que também sentiste a minha. Não precisamos de falar, porque não sabemos o que dizer. Nunca precisamos de muitas palavras, só de um abraço e um "até já"!
Nunca dissemos "adeus", porque o adeus prolonga-se no tempo, é mais difícil de assimilar, é mais penoso e menos suportável e tem nele algo de mau agoiro. Ensinaste-me que entre nós era sempre "até já", porque assim parece que nos vamos voltar a ver logo à noite, e a tua ausência torna-se menos evidente, porque estás em todo o ar que respiro dentro de casa, onde te vejo e sinto a cada momento e onde a cada momento sinto a tua falta.
Perdi-te mais uma vez, mas não te perdi para sempre, nunca te perderei para sempre. Porque sei que vais voltar e eu vou estar aqui, à tua espera, sorriso nos lábios, braços bem abertos para acolher o teu corpo cansado e vamos voltar a rir e voltaremos a esta mesa, olhar para este mesmo rio que nunca muda, mas que nunca é igual, vamos pedir dois cafés e falar sobre tudo e sobre nada.
Não demores a voltar, mas volta bem.
Volta com saúde, volta bem-disposto e com a alegria que sempre te conheci nos olhos e nas feições de homem adulto, honesto, inteligente, amigo e companheiro.
Volta porque me fazes falta e preciso de ti para seres o meu exemplo, para seres o meu melhor amigo como sempre foste, para eu poder ser uma extensão de ti, da tua vida.
Volta porque é aqui a tua casa...
Falta menos um dia para o teu regresso...
Até já pai...
Até já...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Inverno

Da lareira sopra um vento frio
o fogo consumido gela-me a alma,
a brasa que não vejo dança no vazio,
nela, perdido, busco por uma chama
que me ensandeça de razão
que me aqueça o coração.

Já a chuva encontra o chão
e torrentes castigam o telhado,
o lume apagou-me a paixão
e de lágrimas fico queimado.
não sinto sede nem fartura
só uma dor que o tempo perdura

Lá fora já cai a noite dura
sobre os montes abandonados,
sobe alto no céu uma negra lua
e fustigam ventos desalmados.
e sem sentir o que o coração sente
morro mais uma vez, morro novamente.

Mergulho no vazio da minha mente
como quem se esfumaça no ar,
por ti procuro perpétuamente,
para que me possas, talvez, salvar
deste insano e excessivo ardor
com uma réstia do teu amor...

2008

Ano novo, histórias velhas...