Andamos longe um do outro.
Tu, segura em bom Porto
E eu, à deriva no alto mar
Agarrado só ao teu olhar,
Que numa noite especial vi
E jamais dele me esqueci.
Foram dias, meses e anos,
Tantos projectos e planos,
Até te voltar a encontrar
E ganhar coragem para falar,
Sem ao certo saber que dizer
Dizia-te coisas sem saber.
Pisamos caminhos lado a lado,
Ficamos juntinhos, que fado
Seria o nosso já de madrugada,
Deitados no chão de mão dada,
Com o rio imenso a nossos pés
Demos um beijo de lés a lés.
Já o sol subia alto no céu
"Desse azul tão teu..."
Enquanto te devolvia ao lar
Sentia em mim certo pesar,
Mas, com esperança, sabia
Amanhã seria um novo dia.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Lágrimas
Lágrimas que derramo mais uma vez
Lágrimas que vou chorando tristemente
Chorando sempre mais uma lágrima, que louco
Por tanto chorar por quem não merece.
E ainda assim meu coração padece
Desse amor que não tive nem um pouco
E toda a tristeza que ainda sente
Desse amor, que assim infeliz me fez.
Lágrimas que me molham o rosto,
Lágrimas que se perdem no chão
Afogando-me em dor e agonia,
Purificando-me dos meus pecados
Desses tempos incertos e errados
Em que sofria sem motivo nem razão
Por ninguém de quem ainda gosto.
Lágrimas que hoje se perdem no mar.
Lágrimas que derramo sem favor,
Prolongando o meu choro pelo tempo
Não me deixando sarar as feridas.
Lágrimas que julguei esquecidas,
Perdidas entre um e outro lamento,
Derramo-as eu pelo meu amor
Que não soube um dia me amar!
Lágrimas que vou chorando tristemente
Chorando sempre mais uma lágrima, que louco
Por tanto chorar por quem não merece.
E ainda assim meu coração padece
Desse amor que não tive nem um pouco
E toda a tristeza que ainda sente
Desse amor, que assim infeliz me fez.
Lágrimas que me molham o rosto,
Lágrimas que se perdem no chão
Afogando-me em dor e agonia,
Purificando-me dos meus pecados
Desses tempos incertos e errados
Em que sofria sem motivo nem razão
Por ninguém de quem ainda gosto.
Lágrimas que hoje se perdem no mar.
Lágrimas que derramo sem favor,
Prolongando o meu choro pelo tempo
Não me deixando sarar as feridas.
Lágrimas que julguei esquecidas,
Perdidas entre um e outro lamento,
Derramo-as eu pelo meu amor
Que não soube um dia me amar!
sábado, 13 de junho de 2009
Borboleta
Vieste roubar-me o sono profundo
Como quem rouba um beijo.
Vieste abanar o meu mundo,
E encher-me o peito de desejo.
Na noite escura, de cor violeta,
Vieste pousar-me no ombro
E com tamanho assombro,
Vieste para ser minha borboleta.
Vieste segredar-me nessa voz
Que até ao alto céu alcança.
Vieste, quando estávamos sós,
Trazias contigo toda a esperança
De que a noite haveria de acabar.
Vieste, não sei se embriagada
De magia, tal como uma fada,
Vieste para eu te poder amar.
Vieste procurar-me num tempo
Em que por ti não esperava.
Vieste socorrer-me do lamento
Que a minha alma chorava
Numa noite gelada e sem luar.
Vieste a voar, cheia de cor
Nas asas, promessas de amor.
Vieste! Mas vieste para ficar?
Vieste inundar-me de alegria
E dar-me alento para viver.
Vieste guiar-me para o dia,
Mas nas trevas não consigo ver
Que de noite, posso magoar-te.
Vieste sem receio nem temor
Mas pousas-te num cacto sem flor.
Vieste Borboleta, mas agora parte!
Como quem rouba um beijo.
Vieste abanar o meu mundo,
E encher-me o peito de desejo.
Na noite escura, de cor violeta,
Vieste pousar-me no ombro
E com tamanho assombro,
Vieste para ser minha borboleta.
Vieste segredar-me nessa voz
Que até ao alto céu alcança.
Vieste, quando estávamos sós,
Trazias contigo toda a esperança
De que a noite haveria de acabar.
Vieste, não sei se embriagada
De magia, tal como uma fada,
Vieste para eu te poder amar.
Vieste procurar-me num tempo
Em que por ti não esperava.
Vieste socorrer-me do lamento
Que a minha alma chorava
Numa noite gelada e sem luar.
Vieste a voar, cheia de cor
Nas asas, promessas de amor.
Vieste! Mas vieste para ficar?
Vieste inundar-me de alegria
E dar-me alento para viver.
Vieste guiar-me para o dia,
Mas nas trevas não consigo ver
Que de noite, posso magoar-te.
Vieste sem receio nem temor
Mas pousas-te num cacto sem flor.
Vieste Borboleta, mas agora parte!
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