Vieste roubar-me o sono profundo
Como quem rouba um beijo.
Vieste abanar o meu mundo,
E encher-me o peito de desejo.
Na noite escura, de cor violeta,
Vieste pousar-me no ombro
E com tamanho assombro,
Vieste para ser minha borboleta.
Vieste segredar-me nessa voz
Que até ao alto céu alcança.
Vieste, quando estávamos sós,
Trazias contigo toda a esperança
De que a noite haveria de acabar.
Vieste, não sei se embriagada
De magia, tal como uma fada,
Vieste para eu te poder amar.
Vieste procurar-me num tempo
Em que por ti não esperava.
Vieste socorrer-me do lamento
Que a minha alma chorava
Numa noite gelada e sem luar.
Vieste a voar, cheia de cor
Nas asas, promessas de amor.
Vieste! Mas vieste para ficar?
Vieste inundar-me de alegria
E dar-me alento para viver.
Vieste guiar-me para o dia,
Mas nas trevas não consigo ver
Que de noite, posso magoar-te.
Vieste sem receio nem temor
Mas pousas-te num cacto sem flor.
Vieste Borboleta, mas agora parte!
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2 comentários:
"...conversa digna de memória, ou pelo menos espicaçar teu ego, para confortável te sentires, sem vontade de fugires… queria saber que pensas, que ecoa a minha voz, dentro do teu peito solitário, provavelmente porque queres, provavelmente magoado, com alguém que não te pôde, saciar teus sentimentos, queria muito viajar, conhecer e aprender, lembrar e relembrar, correr e rebolar, num verdejante castelo escocês, contigo a fotografar momentos inesquecíveis, sorrindo para o lago, comprando um bilhete apenas de ida..."
Que fiquem as memórias... ;)
borboleta violeta....faz-me pensar nao sei em quê ?! serà num casamento ?!
;)
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